"JAMM Ilha Grande 2007 - Dou a volta ou não volto!"

Expedição circundando a Ilha Grande em caiaques oceânicos modelo mini-mares da antiga KTM.

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A VOLTA NA ILHA GRANDE - 5º Dia - Araçatiba a Abraão

5º Dia - Alvorada tranquila na pousada, banho confortável em um banheiro, e fomos tomar um café caprichado no Tony Montana, outro velho conhecido nosso. R$ 10 per capta muito bem pagos. Esse dia seria puxado, e o café de lá é excelente, eu recomendo. Fizemos os últimos ajustes e partimos então para o dia final. Logo a 1km paramos na Lagoa Verde para snorkelar. Ficamos quase 1 hora apreciando o fundo que é muito rico nessa parte da Ilha Grande. Curtimos o visual de corais e peixes coloridos e tiramos muitas fotos. Logo na saída parei para ver um veleiro novíssimo e muito bonito. Conversamos com o capitão do veleiro que nos foi muito solícito e perguntou se precisávamos de algo. Bem diferente do sr. omisso que nos negara auxílio no costão entre Dois Rios e Parnaióca. Ele nos ofereceu ainda para usar o seu rádio comunicador e disse que nos invejava, pois adoraria dar a volta na Ilha Grande a remo. Despedímo-nos e seguimos rumando para Sítio Forte.

Passamos ao largo da Enseada do Bananal e paramos em Sítio Forte e também em Ubatubinha. Tiramos fotos de ruínas do que nos pareceu ser um antigo restaurante e depois fomos parar numa praia minúscula que tem uma boa sombra e uma fonte de água doce. Havia milhões de estrelas do mar no fundo, maravilhosa esta praia que não sabemos o nome. Mais snorkel por aí e partimos para a Lagoa Azul.

Paramos na Lagoa Azul rapidamente, o dia estava bem bonito, vimos um mega caranguejo mas não deu muita vontade de ficar ali. Justamente por ser um lugar muito bonito e ficar bem próximo do continente, é um lugar que fica muito cheio. A toda hora chegavam e saiam escunas buzinando apinhadas de gente. Lanchamos e tocamos pra frente. Jan e eu analisamos a carta náutica e junto com Anderson e Marcus resolvemos abortar a penúltima parada que seria na Freguesia de Santana; decidimos remar direto dali até Abraão onde seria o fim da expedição.

Cruzamos a primeira ponta partindo da Lagoa Azul e avistamos logo a enseada de Saco do Céu. A entrada é enorme e parece não ter fim. O tempo todo cruzavam lanchas muito rápidas nesse trecho e eu tava muito afim de cobrir essa parte logo por isso acabei acelerando e me distanciando dos demais. Esse foi um trecho que eu posso dizer que o mar é calmo mas é perigoso remar ali. O caiaque é muito baixo e é difícil de se ver no mar, pode ocorrer de não ser visto e acabar abalroado por uma lancha. Rema rema rema remador e nada de chegar ainda. Esse trecho é muito grande. Fui remando e acompanhando a topografia pela carta náutica que ia no meu convés até que avistei a última ponta no percurso. À partir dali eu já entraria na enseada de Abraão, e terminaria a expedição.

Vislumbrar o final deu um gás extra e eu remei sem parar até que virei para Abraão. Já avistando os barcos ancorados bem próximos a praia eu decidi parar e esperar pelos meus amigos. Não ia entrar sozinho em Abraão. Enquanto eu esperava por Jan, Anderson e Marcus, o tempo virou, o mar ficou revolto e começou a chover. Em 5 dias circundando a Ilha Grande, faltando menos de 1km para terminar em águas tranquilas e o tempo vira assim. É bom para vermos que com o mar não se pode brincar. Começou a ficar mexido, mesmo ali onde seria uma parte tranquila. O vento vinha em sentido contrário, portanto aumentava muito o esforço de remar.

Ainda bem que não durou muito e foi ótimo porque refrescou e a chuva ainda nos proporcionou um belo arco-iris em pleno mar.

Eu fiquei apoiado em um barco esperando pelos outros. Passada a chuva e o mal tempo, chegaram Jan, Anderson e Marcus e pudemos então cumprir os poucos metros que tínhamos pela frente. Desembarcamos todos juntos na praia, cumprimentamo-nos e nos atiramos ao chão no mesmo lugar de onde havíamos saído 5 dias antes. Exaustos mas com aquela sensação indescritível de dever cumprido e de haver passado por praias e lugares maravilhosos.

Agradeço aos companheiros: Jan, Anderson e Marcus pela disponibilidade, companheirismo e vontade de cumprirmos juntos essa aventura. Rodrigo, Pedro, Hernani, Eduardo e demais integrantes do CCC que nos apoiaram e deram preciosas dicas. Valneli pela prestreza em nos fazer os caiaques com os tão importantes, compartimentos estanque por um preço camarada. Joãos: Roberto e Noritomi pelas dicas iniciais e incentivo.

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